O método
FAMACHA se baseia no princípio da relação existente entre a coloração da mucosa
conjuntiva ocular e o grau de anemia, permitindo identificar os animais capazes
de suportar uma infecção por H. contortus, recomenda-se medicar o
menor número possível de animais. A
mucosa ocular de todos os animais deve ser observada periodicamente para diagnosticar
a necessidade ou não de sua vermifugação. O exame é feito comparando-se as
diferentes tonalidades da mucosa conjuntiva ocular com as existentes em um
cartão guia ilustrativo, que auxilia na determinação do grau de
anemia dos animais. Com base nesse exame, deverão ser vermifugados apenas os
animais que apresentam anemia clínica por verminose (graus Famacha 3, 4 e 5),
ficando sem receber medicação aqueles que não mostram sintomas clínicos, isto
é, os que forem classificados nos graus 1 e 2.
Para regiões
semiáridas, animais explorados em regime extensivo devem ser examinados a cada
15 dias no período chuvoso e mensalmente no período seco. Já para animais
mantidos em pastagens irrigadas ou criados em regiões com precipitação
pluviométrica superior 1.000 ml/ano, recomenda-se que o exame seja feito com
intervalo de 10 dias. A cada exame, os animais que necessitam ser vermifugados
deverão receber uma marcação. Quando o intervalo de exames for de 15 dias,
devem ser descartados do rebanho aqueles animais que necessitem ser
vermifugados quatro ou mais vezes, num período de dois meses. Quando o
intervalo dos exames for mensal, devem ser descartados do rebanho os animais
que necessitem ser vermifugados quatro ou mais vezes num período de quatro
meses.
O método FAMACHA não é limitante para grandes
rebanhos, já que após o examinador adquirir uma certa experiência e contando
com instalações adequadas para a contenção dos animais é possível examinar até
250 animais no período de uma hora. O método vem sendo aperfeiçoado desde o fim
da década de 90, estando atualizado e isento de falhas que possam conduzir a
erros de diagnóstico. Apresenta os seguintes benefícios em relação à
vermifugação estratégica: permite que haja persistência de uma população
sensível no meio ambiente; mantém a eficácia anti-helmíntica por um período
maior e com isso; o aparecimento de resistência parasitária tende a ser
retardado; proporciona uma economia média de 50% nos custos com a aquisição de
vermífugos, reduz a contaminação por resíduos químicos no leite, na carne e no
meio ambiente, permite a seleção de animais geneticamente resistentes a
verminose, além de ser simples, barato e fácil de ser repassado, inclusive para
pessoas com baixo nível de escolaridade.
Fonte: Adaptado de caprilvirtual.com.br